MOTEL: Primeiro registro da Banda Uó com o mercado fonográfico
Primeiro álbum da Banda Uó traz irreverência como sobrenome
Por Marthins Machado
Então acompanhe faixa-a-faixa o álbum “Motel”
01. Faz
Uó: A faixa inicial do álbum traz o tecno-brega que
a banda faz tão bem. Com letra estimulante e vocal otimista a faixa foi
escolhida como a primeira musica de trabalho do álbum. Refrão chicletinho e que
induz o corpo a mexer. Uma das melhores faixas do CD.
02. Búzios
do Coração: Faixa desacelerada mais com pegada. A
primeira forma da Banda Uó para falar de amor. Vocabulário que remete o
nordeste. Batidinha gostosa bem na vibe da música. Boa pra ouvir juntinho com
seu amor.
03. Castelo
de Areia: Decepção amorosa. Esse é o tema da faixa três do álbum.
Ritmo, trompetes e afins para essa faixa. Boa faixa.
04. Vânia:
É um show a parte no álbum. A faixa tem pegada desde o início, batida
envolvente, que mesmo com a longa introdução não cansa o ouvinte. Letra sacana,
com inúmeras indiretas sexuais. É uma das faixas que merece um videoclipe.
05. Gringo:
Segunda música de trabalho. Tem pegada leve, letra gostosa de ouvir mais que
não deixa as palavras de baixo calão de fora. Foi produzida pelo DJ americano Diplo e traz referências ao twerk.
06. Cowboy:
Terceiro single “Todo corno
merece o chifre que tem, sem você não sou ninguém.” Canta a banda deixando o romantismo
tomar conta da faixa. A canção trabalha com a traição e lembra música sertaneja
lá do interior. E creio que essa tenha sido a intenção, remontar o sertanejo lá
das bandas de Goiás.
07. Malandro:
Uó eletro-brega! Sim as batidas do brega se
mistura com as batidas eletrônicas. Talvez seja pela participação do francês
Douster na faixa. Letra não é mesmo o forte da faixa, nada que a batida
que te chama pra dançar não abafe.
08. Nêga
Samurai (Feat Preta Gil): A faixa que tem um vocal
compartilhado do álbum. A escolhida para roubar o boy de Candy Mel nessa letra cômica
da banda foi a cantora Preta Gil, que deu um ar de maldade a canção. Música de
ritmo leve mais com letra forte.
09. I ♥ Cafuçú: Outra
faixa que pede um videoclipe. Candy Mel domina o vocal da faixa que é quase um hino
de celebração a raça negra. “I ♥ Cafuçú” brinca com a sexualidade e a tara por
homens negros. Batida envolvente que assim como outras faixas chama o ouvinte a
dançar e cantar.
10. Cavalo de Fogo: Participação
as escondidas de Mumdance. Letra divertida, batida mais calma mais que não
perde a essência do tecno-brega. Faixa que fala de toco, levar um forinha
básico. Faixa interessante.
11. Show da Rita: É
uma faixa que poderia ter ficado de fora (opinião minha) mais que tem um ritmo
legal, mais hip-hop, e que não é intragável, mais que tem uma leve tendência a
rejeição. A faixa melhora um pouco com a entrada do vocal de Candy Mel. De
longe a melhor faixa. Mais tem seu valor.
12. Chorei:
Lembra um forrozinho, daquelas bem bregas de porta de bar. A famosa dor de
corno. Mais é uma música que em duas ouvidas está grudada em sua e que você berra
no seu quarto. (Umas das minha preferidas)
13. Shake de Amor:
Música que trouxe o conhecimento da banda ao público. É uma versão da música Whip My Hair”
de Willow Smith. A letra reconta a história da apresentadora Luciana Gimenez
e o Rockstar Mike Jagger. Faixa excelente pra se acabar pelas pista de
tecno-brega e ótima para fechar esse álbum.

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