sexta-feira, 12 de julho de 2013

MÚSICA: MOTEL: Primeiro registro da Banda Uó com o mercado fonográfico

MOTEL: Primeiro registro da Banda Uó com o mercado fonográfico

Primeiro álbum da Banda Uó traz irreverência como sobrenome

Por Marthins Machado


O trio de Goiás traz seu primeiro trabalho para o público. O álbum tem como principal diretriz as letras irreverentes, que trazem histórias de amor, tesão, falsidade e muitos outros conflitos vividos pelos seres humanos. As músicas têm forte pegada do Tecno-brega, mais também trazem pegada eletrônica e as vezes cai no sertanejo e forró. O disco foi lançado 06 de setembro de 2012 pela gravadora DeckDisc, produzido por Davi Sabbag e Rodrigo Gorky e produção executiva de Pedro D'eyrot, ambos do Bonde do Rolê.

Então acompanhe faixa-a-faixa o álbum “Motel”

01.  Faz Uó: A faixa inicial do álbum traz o tecno-brega que a banda faz tão bem. Com letra estimulante e vocal otimista a faixa foi escolhida como a primeira musica de trabalho do álbum. Refrão chicletinho e que induz o corpo a mexer. Uma das melhores faixas do CD.
02.  Búzios do Coração: Faixa desacelerada mais com pegada. A primeira forma da Banda Uó para falar de amor. Vocabulário que remete o nordeste. Batidinha gostosa bem na vibe da música. Boa pra ouvir juntinho com seu amor.
03.  Castelo de Areia: Decepção amorosa. Esse é o tema da faixa três do álbum. Ritmo, trompetes e afins para essa faixa. Boa faixa.
04.  Vânia: É um show a parte no álbum. A faixa tem pegada desde o início, batida envolvente, que mesmo com a longa introdução não cansa o ouvinte. Letra sacana, com inúmeras indiretas sexuais. É uma das faixas que merece um videoclipe.
05.  Gringo: Segunda música de trabalho. Tem pegada leve, letra gostosa de ouvir mais que não deixa as palavras de baixo calão de fora. Foi produzida pelo DJ americano Diplo e traz referências ao twerk.
06.  Cowboy: Terceiro single “Todo corno merece o chifre que tem, sem você não sou ninguém.” Canta a banda deixando o romantismo tomar conta da faixa. A canção trabalha com a traição e lembra música sertaneja lá do interior. E creio que essa tenha sido a intenção, remontar o sertanejo lá das bandas de Goiás.
07.  Malandro: Uó eletro-brega! Sim as batidas do brega se mistura com as batidas eletrônicas. Talvez seja pela participação do francês Douster na faixa. Letra não é mesmo o forte da faixa, nada que a batida que te chama pra dançar não abafe.
08.  Nêga Samurai (Feat Preta Gil): A faixa que tem um vocal compartilhado do álbum. A escolhida para roubar o boy de Candy Mel nessa letra cômica da banda foi a cantora Preta Gil, que deu um ar de maldade a canção. Música de ritmo leve mais com letra forte.
09.  I ♥ Cafuçú: Outra faixa que pede um videoclipe. Candy Mel domina o vocal da faixa que é quase um hino de celebração a raça negra. “I ♥ Cafuçú” brinca com a sexualidade e a tara por homens negros. Batida envolvente que assim como outras faixas chama o ouvinte a dançar e cantar.
10.  Cavalo de Fogo: Participação as escondidas de Mumdance. Letra divertida, batida mais calma mais que não perde a essência do tecno-brega. Faixa que fala de toco, levar um forinha básico. Faixa interessante.
11.  Show da Rita: É uma faixa que poderia ter ficado de fora (opinião minha) mais que tem um ritmo legal, mais hip-hop, e que não é intragável, mais que tem uma leve tendência a rejeição. A faixa melhora um pouco com a entrada do vocal de Candy Mel. De longe a melhor faixa. Mais tem seu valor.
12.  Chorei: Lembra um forrozinho, daquelas bem bregas de porta de bar. A famosa dor de corno. Mais é uma música que em duas ouvidas está grudada em sua e que você berra no seu quarto. (Umas das minha preferidas)
13.  Shake de Amor: Música que trouxe o conhecimento da banda ao público. É uma versão da música Whip My Hair de Willow Smith. A letra reconta a história da apresentadora Luciana Gimenez e o Rockstar Mike Jagger. Faixa excelente pra se acabar pelas pista de tecno-brega e ótima para fechar esse álbum.


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